
Nós, moçoilas nascidas no século XXI, tivemos o privilégio de nascermos em uma época à qual nossas antecepassadas conseguiram um bom lugar para nós! Nós já estamos inseridas no mercado de trabalho, nós já temos salários, nós já somos donas dos nossos próprios narizes, nós já votamos... nós já escolhemos se vms casar ou não, nós já escolhemos se vms ter filhos ou não, nós já temos opinião etc, etc, etc.
Graças a Deus por isso!
Eu particularmente tenho intensa admiração por aquelas mulheres do ínicio do século que saiam às ruas, e queimavam sutiãs, clamando por LIBERDADE! Isso era um símbolo da luta, era a revolta, era o que elas podiam fazer... pq se não fossem os sutiãs, eu sei que elas poderiam queimar o próprio corpo, pelo nosso direito... pra hj, eu poder escrever isso daqui, e vcs lerem!
A liberdade de expressão, o direito ao voto, o direito à igualdade, e o reconhecimento de que inclusive nós mulheres podemos ser até superiores que os homens em alguns aspectos.
Ingrhid, pq isso agora?
Eu estava refletindo...
Um dia desses eu estava lendo uma reportagem juridica, e ela dizia que uma advogadA tem METADE do reconhecimento de um advogadO, trabalhando o DOBRO que ele. Ou seja, eu, para ter o mesmo reconhecimento de um colega advogado, eu preciso trabalhar o QUADRUPLO que ele!
Meninas: a luta continua!
A verdade é que nossos salários ainda são mais baixos que os dos homens, e que nós somos subjulgadas... mtas vezes não acreditam na nossa capacidade de gerência, nossa capacidade laborativa, nossa capacidade de liderança etc!
Ainda hoje, somos rebaixadas... as vezes ignoradas! E isso precisa mudar! Digo isso para as mulheres, mas o preconceito vai mto além... atingem os negros, os pobres, os sem estudos...
Eu olho para mulheres como Olga Benário, Indira Gandhi, (e por que não?) Coco Chanel... e me inspiro...
Eu vejo que lutar e vencer vale a pena... eu não posso simplesmente aceitar o que me impõem... eu tenho que me impor... eu tenho que fazer valer meu direito... o direito que elas que queimaram os sutiãs por mim, no meio da rua, se envergonhando, adquiriram, e que às vezes eu abro mão... por preguiça de lutar...
Hoje, meninas, eu decido que eu vou ser mais incisiva na luta dos meus direitos como mulher... eu não vou me anular... isso porque eu sou capaz... há mto tempo deixamos de ser o sexo frágil no sentido lato da palavra...
Somos frágeis por sermos delicadas, mas somos o sexo forte porque na nossa fragilidade suportamos tudo: dores de parto, limpar uma casa, aturar um marido chato, trabalhar fora, ganhar dinheiro, se depilar, pintar o cabelo, fazer unhas, comprar sapato, ter mil cremes na penteadeira, e ainda sorrir no final do dia hehehe...
Feminismo hoje não é protesto, odiar os homens e queimar sutiãs. Ser feminista hoje é ter respeito próprio. É fazer o que tem vontade. É, principalmente, ter orgulho de ser mulher.
Não estou aqui para reclamar da vida... isso eu não quero... quero reacender o sentimento de luta... devemos sair da impotência... pq como diz o Marcelo D2: "a impotência não é uma escolha também de se eximir da própria responsabilidade, hein?"
Eu termino esse desabafo com uma frase da Indira Gandhi, primeira presidenta mulher da Índia, em uma época em que ainda tudo era mto mais patriarcal que hoje...
"É um grande privilégio ter vivido uma vida difícil."
( Indira Gandhi )
( Indira Gandhi )
Uau...amei o post! Linda reflexão...
ResponderExcluirBeijocas flor!
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